Temporada de abril quase começando, e como de costume os japoneses decidiram votar nas obras que mais tem interesse em assistir. O top traz alguns nomes já conhecido, assim como algumas aposta dessa temporada.
1ºlugar – Sword Art Online Alicization War of Underworld
Terceira parte da 3ª temporada de SAO. A história foca em um mundo habitado por inteligências artificiais, em que o protagonista acaba preso depois de um acidente grave.
2ºlugar – Kaguya-sama wa Kokurasetai? ~Tensaitachi no Ren-ai Zunousen~
Na história a vice-presidente, e o presidente estudantil, ambos considerados os maiores gênios da escola, gostam muito um do outro, mas por orgulho, e suas personalidades bizarras, querem fazer o outro se apaixonar completamente e se declarar. A história acompanha o dia a dia deles, enquanto ficam em uma guerra fria tentando que o outro se declare.
3ºlugar – Yahari Ore no Seishun Lovecome wa Machigatteiru Kan
A história acompanha um garoto com uma visão bem pessimista da vida, chamado Hachiman. Por orientação da sua professora, ele se junta ao clube de serviços voluntários, conhecendo uma misteriosa garota chamada Yukino. Como o passar do tempo, e a junção de uma segunda garota chamada Yui, os três começam uma amizade, onde dramas, segredos e romances acabam surgindo.
4ºlugar – Honzuki no Gekokujou 2º temporada
Na história uma garota que iria realizar seu sonho de começar no emprego de bibliotecária acaba morta em um terremoto, soterrada por sua própria coleção de livros.
Ela reencarna como filha de um soldado em outro mundo, onde não existem muitos livros. Impossibilitada de ler, ela não desiste de seus sonhos, decidindo ela mesmo criar livros. E então começa sua jornada para se tornar bibliotecária em um novo mundo.
5ºlugar – Otome Game no Hametsu Flag Shikanai Akuyaku Reijou ni Tensei Shiteshimatta
A história acompanha Katarina, uma filha de nobre que, após receber uma pancada na cabeça, se lembra que já havia morrido, e que aquele corpo não era o dela. Não o bastante, ela começa a notar que está vivendo em um jogo (Otome game) que havia acabado de jogar.
O grande problema, no entanto, é que a personagem em que foi reencarnada é a grande vilã da história, onde, mesmo nos finais felizes, acaba sofrendo uma grande punição. Katarina então decide que vai reverter a situação e se afastar o máximo possível dos seus bad ending.
6ºlugar – Shokugeki no Soma 5º temporada
Quinta temporada de Shokugeki no Souma. A história acompanha um garoto chamado Souma, que é forçado a ir estudar em uma escola de elite especializada em culinária depois de seu pai fechar o restaurante da família e o deixar sem um lugar para cozinhar.
Nessa nova escola ele precisa enfrentar diferentes desafios, batalhando contra outros alunos para descobrir quem tem a melhor culinária.
7ºlugar – Hachi-nantte, Sore wa Nai deshou!
Shingo Ichinomiya era um trabalhador comum quando, de repente, acorda no corpo de Wendelin, um garoto de 5 anos, e 8º filho de uma família de nobres falidos, em um mundo de fantasia. Agora ele vai ter que lidar com essa mudança em sua vida e tentar recuperar a glória de sua família, enquanto aprende a lutar e se mete em vários esquemas políticos por poder.
8ºlugar – Fruits Basket 2º temporada
A história acompanha uma garota que fica sem teto depois de uma tragédia familiar. Ela acampa em um terreno vazio que encontra, mas os donos da área a descobrem e acabam a convidando a morar com eles. No entanto, ela logo descobre que todos ali tem um segredo: quando são abraçados por alguém do sexo oposto, se transformam em animais do zodíaco chines.
9ºlugar – Shin Sakura Taisen the Animation
A história retrata um período histórico fictício, usando das eras japonesas como base, mas misturando elementos de ficção científica, como mechas e organizações tecnológicas.
O enredo do novo jogo acompanha Seijuro Kamiyama, líder de uma força especial de defesa que precisa enfrentar a ameaça de Kouma que se espalha pelo Japão.
10ºlugar – Kakushigoto
A história acompanha o dia a dia de Kakushi Gotou, um homem que trabalha como mangaka, mas não quer que sua filha, Hime Gotou, descubra o seu segredo.
Com o lançamento do anime se aproximando, a Crunchyroll liberou o último trailer da adaptação em anime de Tower of God. O vídeo traz algumas cenas novas, e explica um pouco mais da história e do que é a torre que faz parte do título da obra. O anime tem previsão de estreia para o dia 1 de abril.
Staff
Diretor: Takashi Sano (Sengoku Basara: End of Judgement, Transformers: Energon)
Assistente de direção: Hirokazu Hanai (Dances with the Dragons, Chain Chronicle: The Light of Haecceitas)
Adaptação do roteiro: Erika Yoshida (Trickster, Namu Amida Butsu! -Rendai Utena-)
Design: Masashi Kudo (Bleach, Hayate the Combat Butler!)/ Miho Tanino
Música: Kevin Penkin (Made in Abyss, Tate no Yuusha)
Estúdio:Telecom Animation Film (Lupin 3, Tsukumogami Kashimasu)
A história acompanha Baam, um garoto que viveu isolado em uma espécie de subsolo durante a vida toda. Sua única companhia no lugar era uma garota chamada Rachel, que em um certo dia decide que irá fugir daquele buraco e ir atrás do seu sonho de ver as estrelas.
Com medo de ser abandonado, Baam decide seguir Rachel até a Tower of God, uma torre que dizem ser capaz de garantir qualquer coisa, entretanto, não consegue alcançá-la a tempo e acaba ficando sozinho para trás. Obstinado a encontra a amiga, Baam decide subir a torre também, começando então uma jornada por vários andares cheios de desafios e inimigos poderosos.
Vitamin, mangá de Keiko Suenobu, é uma obra celebrada mundialmente por abordar de maneira tão sensível no decorrer de suas 200 páginas o tema do bullying na escola. Porém a obra retrata uma desdobramento de bullying mais específico, o slut shaming.
A HISTÓRIA
Sawako é uma estudante ginasial comum, que namora, secretamente, um colega de classe. Kouta, o namorado, sempre menospreza Sawako e a força a situações constrangedoras contra sua vontade, principalmente sexuais. Em um desses episódios, o jovem força uma relação sexual quando estão sozinhos em uma sala e um colega os vê e, a partir do dia seguinte, Sawako é atacada por toda a sua classe com diversas agressões físicas e psicológicas, enquanto nada acontece com Kouta – que, inclusive, nega qualquer envolvimento com Sawako e reforça as ofensas contra ela.
Os garotos a tratam de forma extremamente abusiva, com insinuações e xingamentos, e as garotas passam a criar mais e mais boatos, além de agredi-la fisicamente. Sawako tenta conversar com um professor, mas ele lhe diz que “todos estão muito tensos pela proximidade das provas”, e que essas “brincadeiras” são comuns. A humilhação que ela sofre diariamente chega a um ponto no qual a garota não consegue mais ir à escola, tamanho o desespero que sente. Além disso, vem também a incompreensão da família, com quem a garota não tem coragem de dividir o que vem sofrendo. Nesse período, ela redescobre os desenhos e mangás que fazia quando criança — e se agarra à isso como tentativa de reconstruir a sua vontade de viver em meio ao cataclisma no qual se encontra.
BULLYING CONTRA SAWAKO: O SLUT SHAMING
Slut shaming é uma expressão usada para enquadrar diversas ações que incriminam, menosprezam e humilham mulheres por sua sexualidade, como julgar pelo tamanho da roupa, por usar decotes, recriminar sua vida sexual, expor sem consentimento suas relações, espalhar boatos, entre tantas outras violências que as mulheres enfrentam diariamente. Tudo isso é Slut shaming. Em seu texto “Cultura do Estupro e o Slut Shaming”, a escritora Jarid Arraes diz que “As demonstrações de slut shaming são bastante abrangentes: quantas vezes ouvimos que a roupa de uma mulher é curta demais ou seu comportamento atrevido? Há uma enorme variedade de insultos proferidos contra as mulheres, desde os mais pudicos, como “oferecida”, aos mais agressivos, como “vadia” ou “puta”. A sexualidade feminina e sua expressão são constantemente podadas, julgadas e restringidas.”
Em Vitamin o slut shaming é o gatilho inicial para uma série de violências diversas que passam a se misturar. Sawako é chamada de “vadia”, “puta”, “fácil” por ter sido vista numa relação sexual – mas em momento algum é questionada a conduta do homem que estava com ela ou sequer se importam em saber se ela estava ou não sofrendo um abuso — pelo contrário, ninguém ali está preocupado com alguma coisa disso. Todos os garotos da classe a assediam verbalmente, além de enviar diversas mensagens sexualmente ofensivas para seu celular. As garotas também inventam mais boatos sobre Sawako, reforçam as ofensas e chegam a agredi-la fisicamente no vestiário, com violência psicológica inclusa — como afogá-la numa privada. A classe, como um todo, cria mais situações de constrangimento para a garota, como ao jogar diversas camisinhas na sua carteira e ao chantageá-la.
Mas os casos de slut shaming, claro, não se limitam à ficção. Umcasoque extrapola o slut shaming no Japão e ganhou ampla repercussão na mídia internacional ocorreu em 2013, envolvendo o grupo feminino de idolsAKB84, que na época eram contratualmente proibidas de ter qualquer espécie de relacionamento amoroso. A justificativa? Segundo seus empresários, isso poderia “manchar” a imagem de jovens inocentes que queriam eles vender, o que causaria revolta no público composto majoritariamente por homens. Minami Minegishi, uma das integrantes do conjunto, teve fotos suas publicadas nas quais ela era mostrada saindo da casa de um então suposto namorado.
Visto como um verdadeiro escândalo e tendo quebrado as regras contratuais, Minami raspou a própria cabeça como demonstração de arrependimento pela “má conduta” que teve. Também postou um vídeo, chorando já de cabeça raspada, onde assume toda a responsabilidade pelas suas ações e se desculpando com os fãs. Infelizmente, esse não foi o único caso ocorrido envolvendo grupos de idols, sendo essa regra de proibição de relacionamentos um tanto comum nesse meio.
A RELEVÂNCIA DE VITAMIN
Assim como em todo o mundo, o bullying é uma realidade cruel nas escolas japonesas. Em2018, o país atingiu um recorde na taxa de suicídio entre crianças e jovens em idade escolar, principalmente no ensino médio. O bullying é apontado como um dos principais gatilhos para esses suicídios. Em dados do próprio governo, foram percebidos picos de suicídio nos meses de abril e setembro, que dizem respeito ao início e retorno das atividades de um ano letivo escolar no Japão, respectivamente.
A temática do bullying em ambiente escolar é facilmente encontrada em diferentes mangás e animes, principalmente em gêneros de histórias mais cotidianas como o slice of life , shoujo, seinen e josei. Nos primeiros episódios deGTO – Great Teacher Onizuka, o estudante Noboru Yoshikawa tenta cometer suicídio após diversos ataques de colegas de classe. Já emA Voz do Silêncio, a protagonista é uma garota surda que sofre ataques dentro da sala de aula e é ignorada pelos professores. Abordagens de slut shaming também são encontradas com certa facilidade, principalmente em séries josei e shoujo, comoPeach Girl.
Lançado originalmente em 2001 como volume único, Vitamin chegou ao Brasil em 2015 pela editora JBC e é a primeira obra de Suenobu no Brasil. No mesmo ano, foi publicado também pela JBC o seu mangá Limit, que, entre outros assuntos, também traz as temáticas do bullying e violência entre estudantes.
No posfácio de Vitamin, a autora, Keiko Suenobu, escreve sobre a importância pessoal de criar a obra e sobre o tema do bullying:“Com relação à representação do bullying, há pessoas que podem pensar que isso é “maldade demais”, ou que “não é realista”, mas estão acontecendo atualmente, no mundo real, tipos de bullying ainda mais cruéis do que os retratados neste mangá.”
Dessa forma, Vitamin não é nem de longe o único mangá a abordar os temas de bullying e slut shaming. Mas é uma das poucas obras lançadas no Brasil cujo enfoque narrativo esteja em abordar esses temas, que precisam ser cada vez mais e mais discutidos e problematizados para que haja uma mudança real na sociedade
Referências e mais conteúdos sobre bullying e slut shaming
A CyberConnect2, junto da Bandai Namco, acabou, meio que sem querer, criando uma espécie de modelo padrão para um jogo de anime bem-sucedido quando lançou a série Naruto Ultimate Ninja Storm. A ideia seria produzir games que recontassem a história da própria série em uma jogabilidade de luta em arena 3D. Obviamente, vários títulos similares já tinham sido lançados anteriormente, mas foi o Ultimate Ninja Storm que acabou consolidando de vez esse modelo. O tempo passou, a história protagonizada pelo ninja-gari de voz rouca já se encerrou (Boruto não conta) e outros sucessos tomaram seu lugar — só que o esqueleto de jogabilidade consolidado lá atrás ainda segue firme e forte. Dessa forma, foi natural que a grande sensação do momento, Boku no Hero Academia, aproveitasse a fórmula. My Hero One’s Justice 2, desenvolvido pelo estúdio Byking, é a sequência do primeiro título lançado em 2018, mas com muito mais conteúdo.
Assim, a história desse segundo game tem início logo após a conclusão da épica batalha de All Might contra o All for One, que no anime corresponde ao meio da terceira temporada, lançada em 2018, e vai até o fim do arco Shie Hassaikai, que se encerra no meio da quarta temporada, ainda em exibição. Dito isso, a modalidade de campanha se sustenta basicamente na releitura das principais lutas da série intercaladas por cutscenes estáticas, na maioria das vezes. Encerrando o modo principal, o jogador passa a ter acesso a uma versão alternativa dos fatos sob a ótica dos próprios vilões.
Sob esse aspecto narrativo, o game parte do pressuposto de que o jogador já tenha conhecimento dos acontecimentos, uma vez que as cutscenes são extremamente resumidas, já que apresentam a história com pouquíssima profundidade. Um jogador que simplesmente decide testar o título sem acompanhar a franquia vai certamente se sentir perdido e, portanto, ele é muito pouco recomendável a alguém que já não seja um fã.
Enquanto o modo campanha fica no básico, a modalidade de missões é muito mais interessante no sentido de que o jogador tem maior controle em relação aos confrontos que decide participar. A ideia por trás dele é simular sua própria agência de heróis, contratando o serviço de vários dos personagens no intuito de realizar missões diversas, dispostas em uma espécie de tabuleiro. Nisso, além da habilidade nas lutas individuais, o que conta também é a capacidade do jogador em montar estratégias que causem menos danos contra seus peões e em encontrar a melhor forma de evoluí-los.
Além desses dois modos, há também o Arcade, em que enfrentamos inimigos em sequência, o de batalha livre e o online, onde é possível lutar contra oponentes ao redor do globo. Nota-se que, apesar de tais partidas rodarem de forma lisa, a conexão sofre para se manter estável durante a demorada procura por novos oponentes.
Sobre a jogabilidade prática, cada uma das batalhas se dá em arenas tridimensionais de um contra um, com a possibilidade de escolher outros dois personagens que servem de assistentes durante os momentos mais críticos. Os combates são bem diretos e encadear uma sequência de ataques está longe de ser algo complexo, mesmo com o sistema de autocombo desligado. O problema é que essa suposta simplicidade contribui para a falta de equilíbrio, uma vez que é possível encadear séries de golpes que deixam os oponentes sem qualquer margem para reação — o que pesa ainda mais nos modos online.
Os dons (quirks, em inglês) também foram muito bem representados para cada lutador. Além dos golpes especiais simples que podem ser combinados com os ataques normais, cada lutador tem uma barrinha de Plus Ultra, que, quando preenchida, rende até três níveis de técnicas especiais diferentes, uma mais forte do que o outra.
O título oferece uma gama variada de lutadores que correspondem a um leque considerável de estilos de jogo diferentes, indo desde os brawlers de força bruta a até alguns zoners, com técnicas de ataque à distância. Nesse aspecto, ele consegue ser muito mais diverso e interessante do que Dragon Ball FighterZ, por exemplo, em que todos os lutadores presentes são controlados estritamente da mesma maneira.
O problema básico está no motor de jogo em si, principalmente em relação à física do game. Considerando o poderio monumental dos heróis e vilões, o que se espera são lutas colossais carregadas com um sistema de colisão apurado. Aqui, isso não acontece. Os personagens parecem que não sofrem o efeito da gravidade, os pulos são lentos e todos os estágios parecem que se situam na lua. A física não transmite o impacto que deveria, não dá para sentir na pele a brutalidade dos lutadores.
Esse tipo de defeito, somado à simplificação do jogo em si, traz uma outra discussão, que é referente ao seu público-alvo. Afinal, é muito comum que o julgamento final a respeito desse tipo de produto, cuja qualidade é mediana, seja algo como “apenas para os fãs”. Pois bem, analisando My Hero: One’s Justice 2, pensamos: certo, existe algum fanservice, mas os fãs merecem mesmo um jogo tão genérico assim? As batalhas e a história de Boku no Hero Academia são seu principal apelo, não? Dito isso, por que não houve maior preocupação em reproduzir essas duas principais qualidades aqui? O fato de um indivíduo ser fã não significa que ele vai consumir o jogo independente de sua qualidade. Aliás, atualmente essa ideia é justamente o contrário, uma vez que o consumidor fiel está cada vez mais exigente com o tratamento que é dado às suas propriedades intelectuais favoritas.
O que poderia ser feito é tornar o alvo do game aquele público menos iniciado na franquia, certo? Afinal, sua simplicidade serviria muito bem como uma porta de entrada. O problema, a partir daí, é que a própria história deveria trazer um apelo maior em vez de resumos estáticos e sem profundidade narrativa, como acontece, de fato.
Para se ter uma ideia, a melhor implementação do título em prol dos próprios fãs é a capacidade de personalização dos personagens, sendo possível efetuar uma série imensa de combinações diferentes com a quantidade incrível de roupas e acessórios oferecidos. Esse tipo de customização é potencializado pelo maior mérito do jogo: seu o aspecto visual. Cada um dos modelos tridimensionais é lindo, enquanto a identidade visual dos menus e das cutscenes do modo história remetem a um estilo de história em quadrinhos, lembrando um pouco o que foi feito em JoJo’s Bizarre Adventure: All-Star Battle, no PlayStation 3.
Na prática, o que temos aqui é um produto que o fã vai até consumir por se tratar de uma série que gosta. Ele certamente vai gostar, mas não irá fazer vista grossa para suas pontuais falhas. A estrutura dos Naruto Ultimate Ninja Storm ainda funciona bem, o empecilho central é que ela tem que ter um padrão de qualidade para que todo o resto do esforço seja direcionado na implementação do fanservice. My Hero: One’s Justice 2 até que consegue corresponder em algum nível nesse critério, mas poderia ter trabalhado um pouco melhor o aspecto da jogabilidade, sua própria espinha dorsal.
A Bandai Namco foi parceira e gentilmente nos cedeu uma cópia de análise do PlayStation 4 para a produção desse material. My Hero One’s Justice 2 também está disponível para Xbox One, PC e Switch.
Essa semana temos algumas estreias interessantes. Começando pelo último volume de Date A Live, que conseguiu ficar em segundo com boas vendas. Além disso, duas antologias de Oregairu entrando no top, sendo seguidos pelo lançamento do novo volume de uma das obras do autor de Monogatari (Okite Kamima Nisshi No Sekkei Zu).
Título
Ranking
Vendas da semana
Vendas totais
OVERLORD Vol. 14 Mekkoku no Majo
01
39,848
160,449
DATE A LIVE Vol. 22 Toka Good End Last Volume
02
20,413
20,413
Kimetsu no Yaiba Shiawase no Hana
03
18,496
586,322
Kimetsu no Yaiba Katabane no Chou
04
18,199
653,564
Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Anthology 2 Yukino’s Side
05
17,896
17,896
Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Anthology 2 On Parade
06
16,830
16,830
Hoshi no Kirby Mugen no Haguruma wo Sagase!
07
9,305
17,379
Okite Kamima Nisshi No Sekkei Zu
08
8,735
8,735
Isekai wa Smartphone to Tomo ni. Vol. 20
09
8,502
8,502
Rokudenashi Majutsu Koushi to Memory Records Vol. 6
10
7,696
7,696
Capas das Light Novels do ranking
Rokudenashi Majutsu Koushi to Memory Records.
Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Anthology 2 On Parade.
Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Anthology 2 Yukino’s Side.
Okite Kamima Nisshi No Sekkei Zu.
Isekai wa Smartphone to Tomo ni. Já teve anime em 2017.
Com a exibição do 13º episódio foi oficialmente confirmado que uma segunda temporada para Magia Record: Puella Magi Madoka Magica Side Story está em produção. A previsão de estreia para a continuação não foi informada.
O jogo, que é um spin-off do anime Mahou Shoujo Madoka Magica, foi lançado em agosto de 2017 para iOS e Android. A história é ambientada na cidade de Kamihama, onde as garotas mágicas se reúnem e batalham com um novo poder extraído das bruxas.
Iroha Tamaki chega a esta cidade e se junta a outras garotas mágicas para procurar sua irmã mais nova, Ui. Em pouco tempo, Homura Akemi também aparece. “Se eu puder entender o mistério desta cidade, talvez eu possa salvar Kaname.”
Nota do redator (Marcelo): A adaptação está sendo interessante, por mais que tenha problemas ali e aqui no roteiro, então fico feliz de saber que vão adaptar tudo. Pelo menos não vai deixar esse problema com a irmã da Iroha em aberto.
O site oficial do projeto multimídia Hypnosis Mic -Division Rap Battle- Rhyme Anima divulgou o primeiro trailer para a obra. O vídeo traz alguns dos personagens principais de cada grupo e uma prévia da abertura “Hypnosis – Rhyme Anima“, cantada pelo grupo Division All Stars. O anime tem previsão de estreia para julho.
Novo visual liberado junto do trailer.
Staff
Diretor: Katsumi Ono (Hataraki Man, Senki Zesshou Symphogear, Girly Air Force)
Roteiro: Shin Yoshida (Yu-Gi-Oh!, Zone of the Enders)
Estúdio: A-1 Pictures (Sword Art Online, Shigatsu wa Kimi no Uso)
O projeto conta com diferentes grupos de rappers batalhando entre si através das músicas. A franquia venceu com um dos perfis japoneses mais populares do Twitter em 2018, e conta com um mangá, jogo mobile e apresentações musicais.
E vamos a uma recomendação de animes que eu considero legais para maratonar nessa quarentena. Quase todos tem finais fechados e felizes e aproximadamente 50 a 70 episódios, o que não é nem pequeno demais para você terminar em 1 dia nem longo demais para ficar com preguiça.
Para o povo velho de guerra que já viu o 7 principais tem vários extras de indicações de outras listas do canal com animes desconhecidos também.
A ordem em que coloquei na lista não tem relevância, mas todos desse top 7 são membros do meu top 20 pessoal de melhores animes de todos os tempos.
Considerando a popularidade alcançada pela obra, talvez seja redundante apresentarDemon Slayera alguém com o mínimo de interesse em animações japonesas e que porventura esteja lendo este texto, mas dado que essa é uma maneira eficiente de introduzir o assunto [citation needed], sucumbirei ao vício.
Criado porKoyoharu Gotōge,Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba(ou sóKimetsu no Yaibano Japão)é serializado desde 2016 na revistaWeekly Shōnen Jumpe teve, em 2019, uma adaptação para anime produzida pelo estúdioUfotable(Fate,Kara no Kyōkai,Tales of, etc.). Como o nome sugere, acompanhamos a jornada de um jovem caçador de demônios que teve os parentes assassinados por umOni¹,e da sobrevivente irmã, transformada numa dessas criaturas, a quem ele deseja tornar humana novamente. O vínculo entre esses dois,TanjiroeNezuko, rege a principal temática da série: família.
Não beba uma dose a cada menção dessa palavra. Nem de água.
“Humano” e “Família”
O laço entre Urokodaki, Tanjiro e Nezuko
Tradicionalmente, a estrutura familiar japonesa (Ie– 家) prioriza a manutenção da família como instituição e linhagem pelas presentes e futuras gerações. Isso, além de outras várias coisas, implica na nomeação de uma pessoa como chefe de família e, a partir da EraMeiji(1868–1912), até o fim da Segunda Guerra Mundial, essa “pessoa” sempre seria o filho primogênito.Demon Slayerse passa durante a EraTaisho(1912–1926), então a norma ainda estava fresca e pronta para ser comida.
“Tá, mas e daí?”—Bom, extrapolando um pouco a relação entre os fatos históricos e a história da série, pode-se dizer que foi o que aconteceu com oTanjiro: uma passagem de bastão, embora repentina, como sucessor da família.
A hereditariedade, não apenas de informações genéticas, mas de ensinamentos e valores, é enfatizada de diversas maneiras emDemon Slayer; tanto nas coisas mais palpáveis (como técnicas de respiração e espada providas pelas famílias e/ou pelos mestres), quanto nos princípios e comportamentos. E aí preciso de exemplos que justifiquem essa ladainha, então olhemos para oZenitsu: um cara pessimista, dito “sem expectativas”, mas em quem a convivência com o mestre (que nunca desistiu dele) gerou um senso de dívida grande, por isso sempre tenta corresponder à confiança que alguém deposita nele. Tem também o caso doInosuke, que age bestialmente por ter sido criado ao lado de javalis (ele, inclusive, veste a cabeça da mãe javali como máscara tal qual umCubone), exibindo pouca concepção do que é “interação humana” até conhecer a camaradagem deTanjiroe dos outros, e só então passa aaceitarmelhor a afeição edependermais do próximo. As duas últimas palavras destacadas são importantes para a concepção que a obra tem de “família”, por isso eu as destaquei. O céu é azul.
Aliás, a menção de “mestres” e “camaradas” num trecho sobre “hereditariedade” (algo associado a laços sanguíneos) tem um motivo! Conforme foi aludido anteriormente, a prioridade daIeé manter firme as bases que a segurampelo máximo tempo possível, portanto, quando não existiam filhos biológicos para encabeçar a família, era comum a adoção de um moço (o sucessor) e uma moça (a esposa do sucessor) pelo patriarca. Quando havia somente filhas, adotava-seum homem já adulto (Mukoyōshi–婿養子) para se casar com uma delas, o que é uma prática nas empresas familiares até hoje. Não entrando nos méritos éticos e morais, uso esses costumes na intenção de exemplificar simbolicamente a “aceitação” e como a entrada de pessoas sem o tal laço sanguíneo no círculo familiar permeia os solos do Japão há algum tempo. Exemplos menos controversos são encontrados no folclore japonês—Momotarō,Kintarō eOConto do Cortador de Bambu(ouPrincesa Kaguya) possuem personagens principais criados por pais adotivos, dependendo da versão. Dito isso…
Saindo pra entrevista de emprego
…uma das memórias mais icônicas que tenho deDemon Slayeré justamente o momento da imagem acima, em que o mestreUrokodakiajeita as roupas doTanjironum gesto bastante paternal. Ele (o mestre e, lembrando: sem nenhum parentesco com o garoto) demonstra equivalente afeto em diversas outras situações pelo protagonista e pelaNezuko, umaOni.
Usado pelo Exército Imperial Japonês durante a Segunda Guerra Mundial para definir os inimigos,Onié um termo metaforicamente associado às ideias de marginalização, exclusão e do “estrangeiro”. Dentre as mais famosas amostras dessa interpretação está a lenda doShuten-dōji: umOnique vinha de longe afrontar o imperador e seus guerreiros, porém que frequentemente era simpático e, dependendo do ponto de vista, mal-compreendido por ser diferente. Ou seja, é bem apta a escolha em termos narrativos de tornar aNezukoum desses seres, sendo que eles carregam consigo tanta bagagem significativa e, num mundo em que os monstros são vilanizados e caçados, utilizar dela para humanizar esses “forasteiros” e reiterar que “família saudável” é uma em que os membros ficam contentes em depender uns dos outros, independente da existência de consanguinidade (literalmente, já que ela agora tem sangue deOni), também ajuda a caracterizar a bondade doTanjiro.
Quem convive de forma similarmente sadia é a duplaTamayoeYushiro;doisOnique eu não posso deixar de citar! Eles representam com clareza o conceito de “humanização”, falando nele. ANezukoestar sob o efeito da hipnose que faz ela ver todos os humanos como sua família e isso funcionar quando ela olha para os dois, dá aquela… “explicitada na bagaça”, como dizem os estudiosos. Tirando a Nezuko da equação, osOni, até a introdução desses, eram exclusivamente a força destrutiva que separava as famílias alheias, exceto pelo eventualflashbackde quando eles eram humanos.
“Oni” e “Família”
Smooth Criminal
Na reta final da primeira temporada do anime, somos propriamente apresentados àKanao, e a história de vida dela insere algo novo na mesa: a “demonização” dos humanos, visto que os pais da garota não só a maltratavam, como venderam ela à escravidão. É importante isso ter sido colocado em pauta, pois exaltar a humanidade como espécie vai contra a “aceitação” que a série parece acreditar, afinal “existir humanos piores do que demônios” é natural dentro dessa lógica. O estado daKanaosó melhora quando ela é adotada pelas irmãsKochō.
No pique de “ir contra”, pois então— oarco doMonte Natagumomostra a antítese do ideal familiar deTanjiroeNezuko. Os personagens se referem à dinâmica da Família das Aranhas como “família de faz-de-conta”, “laço de mentira”… essas definições já dizem bastante, mas elucidando:Rui, oOnique criou a família a partir de outrosOnique temiam os caçadores de demônios (sabemos que uma temia; suponho que seja o mesmo para o resto), manteve os “parentes” puramente com a disseminação do terror; do medo. Se alguém tentasse fugir ou não cumprisse com os papéis designados como mãe, pai, irmã… era reprimido com violência e/ou execução. A ironia da filosofia doRui-bens Barrichello, é que, na concepção, ele associava a “família” a ser “humano” (coisa que ele não se lembrava de ser), chegando a conclusão de que os mais velhos tinham que dar a vida pelos mais novos; por isso ele não admitia a possibilidade de um humano e umaOniserem irmãos de diferentes idades e codependentes (no bom sentido), enquanto ele foi rejeitado pelos pais por ser o que era. Não só pela animação premiada, mas também tematicamente: é um arco legal.
Finalmente,Muzan Kibutsuji— oOniprimordial, “Pillar Men”²japonês, “lobo em pele de cordeiro” ou “Devil in Disguise”³, fazendo referência ao Rei doRocke não ao Rei doPop, com quem ele parece. Foi pensando nesse cara que me inspirei a fazer o texto duvidoso que você lê, mas não romanticamente, até porque esse sentimento é inexistente nas relações que ele mantém. “Como seria o vilão de uma história sobre família?” — “Egocêntrico” é a resposta deDemon Slayer. Simples o suficiente, mas o interessante está na maneira como se aplica na história.Muzan, claro,exibe indiferença a tudo e todos que não dizem respeito a ele próprio; o curioso é que, por conta disso, todos os vínculos dele são superficiais: com osOnie com os humanos. O primeiro se resume, tal qualTo Love-Rui, à propagação do medo como meio de controle; no segundo, ele é um parasita cujas interações são manipulativas a fim de mesclar na sociedade, usando todas as pessoas, inclusive a família que ele constituiu, como refém para garantir a segurança pessoal. Um paralelo relevante que pode ser traçado é entre os chefes de suas respectivas facções; ele eKagaya Ubuyashiki:Muzanliteralmente usa do próprio sangue para proliferar a sua espécie, mas quem chama os súditos de “minhas crianças” é o líder Esquadrão de Caçadores de Demônios.Se o arco doMonte Natagumoserve como antítese aoTanjiroe àNezuko, ele encapsula a antítese do conceito de família da história.
“Família”
Tem várias: a sua, a minha, a Dinossauros, a Buscapé, a Addams…
SeDemon Slayertivesse uma lápide, nela estaria escrito: “A família não éoqueestá ao seu lado, mas aque está ao seu lado”, com esses exatos itálicos e negritos. “Humano ouOni; consanguíneo ou não… família é dependência saudável que um naturalmente tem com o outro, quaisquer que sejamos envolvidos”. A mensagem em si não é nova ou super profunda, e nem precisa ser. Manter a temática simples, concisa e coerente dentro da proposta é uma virtude possuída pela série, creio eu; e, ainda que que essa não tenha sido a razão do meu interesse inicial (foi a de alguém?), com certeza será um dos principais fatores que me farão lembrar dela, até por não ter outras obras do mesmo alcance demográfico que me venham à mente com o mesmo tema. TalvezFullmetal Alchemist…? Hm…
Você lembra de alguma? Comente aí! Se ninguém comentar, eu mesmo o farei, e será o cataclisma do fracasso.
Agora, dito tudo isso, vale a pena assistir/ler? Se você não conhece, vale dar uma chance. Foquei em um aspecto específico da obra; acho que ela tem outros méritos e falhas perceptíveis, mas o balanço final é positivo.
1 – Oni: Oni (鬼) são criaturas da mitologia japonesa. O termo Oni é equivalente ao termo “demônio” ou “ogro“, porque tais podem descrever uma variedade grande das entidades. Onis são criaturas populares da literatura, arte e teatro japonês. (Fonte: Wikipedia)
2 – Pillar Men: Referência aos inimigos da Parte 2 de Jojo’s Bizarre Adventure,: Battle Tendency—Tá aí um bom exemplo de como essa área do glossário é seletiva e não faz sentido. Eu poderia ter colocado aqui o que era um Cubone também, mas não… E além de tudo, é bem prepotente; assume que eu estou apto a ensinar algo, o que certamente não é verdade.
3 – Devil in Disguise: Referência à música de Elvis Presley (You’re the) Devil in Disguiselançada em 1963.
O [citation needed] do primeiro parágrafo está lá de propósito, ou faltou algo pra editar posteriormente?
Em “A família não éoqueestá ao seu lado, masquemestá ao seu lado”, eu trocaria para “A família não éAque está ao seu lado”, mas não sei se perde o sentido do que você quis dizer, então preferi deixar como está.
No mais, excelente texto! Não tive trabalho algum com ele, você escreve muito bem!
O canal do Youtube da Comic Festa liberou um trailer para Ore no yubi de midarero. ~Heitengo no salon, ijiwaru ni jirasarete. O vídeo apresenta um pouco da relação entre os personagens e confirma a estreia do anime para o dia 5 de abril.
O anime terá 2 versões, uma para televisão com censura, e outra completa no canal de streaming da empresa responsável pela obra.
A história acompanha Fumi, um garota que trabalha em um salão de beleza e vive sendo repreendida por Sosuke, um dos cabeleireiros do lugar. Por mais que haja como se não quisesse ser tocada por ele, em verdade Fumi quer que algo a mais acontece, por mais que Sosuke não pareça se dar conta disso.