É um jogo de vídeo game baseado na franquia Dragon Ball Z, lançado em 4 de novembro de 2008 pelo estúdio Dimp e distribuído por Atari para PlayStation 2 (sem Game Cube mais uma vez). Mesmo que não esteja no nome, é uma continuação de Dragon Ball Budokai 3 e o último jogo da franquia para consoles de mesa. A novidade desse jogo é fazer um modo história mais imersivo no universo de Dragon Ball Z. É um jogo de luta 3D com câmera 2D.

O que tem de novidade?

O jogo possui o motor gráfico do Budokai 3 e diversos elementos desse jogo, mas de forma mais limitada. Por exemplo, a câmera 3D dos dois últimos jogos dava liberdade ao jogador de andar pelo cenário com uma área mais ampla. Nesse jogo não, a câmera é limitada em câmera 2D, assim como diversos elementos da jogabilidade de Budokai 3 foram removidas.
A grande novidade é o modo história, que agora está cheio de mini games e também alguns momentos com cutscenes mais cinematográficas, com gráficos bem melhores que do primeiro jogo. Mesmo que a grande propaganda desse jogo tenha sido focada no modo história, é um modo que não possui exploração como no terceiro Budokai. Ao invés disso, outra vez, um sistema de tabuleiro como no segundo jogo, nem o sistema de RPG para customizar os ataques, ao invés disso aparecem eventos do anime que você, como jogador, deve interagir em forma de mini games. Será que vale a pena um jogo de console que a grande novidade são mini games? Vale a pena sacrificar o grande avanço na jogabilidade do jogo anterior para isso?

Os mini games são bastante simples, alguns podem ser mais complicados do que outros, mas nenhum complicado o suficiente para você ficar preso por muito tempo, mas também não são divertidos o suficiente para comprar um jogo apenas com isso de chamativo. O game tem um modo história que, na teoria, segue a história de Dragon Ball Z, porém desvia do caminho em diversos momentos com várias missões extras te impedindo de progredir. As cutscenes só são cinematográficas em alguns momentos muito pontuais, como na chegada de Raditz, nesse momento vemos uma animação com 3D de maior qualidade e uma visão cinematográfica, mas só nesses momentos. As outras cutscenes são diálogos com imagens estáticas e texto, a linearidade do jogo também é bastante confusa e pula diversos momentos do anime em favor de outros. Se você nunca assistiu Dragon Ball e está acompanhando pelo jogo, ficará perdido em diversos momentos em que o contexto é sacrificado por algum mini game que só alguém que acompanha a franquia consegue entender.
Jogabilidade

A jogabilidade é a mesma que dos jogos anteriores, mas mais limitada. A câmera tem menos liberdade, o sistema de batalha de apertar botões durante uma animação para anular o ataque do inimigo foi retirada, assim como o estilo mais RPG do Budokai 3 no modo história. O único acréscimo que o jogo oferece são alguns personagens a mais e alguns mini game na história, que podem ser divertidos. Se vê e se joga igual os outros jogos, parece um jogo feito apenas para vender com o hype da franquia.

Conclusão
É de longe o jogo mais fraco da franquia, mas ainda pode ser divertido. O modo história possui algumas cinemáticas bacanas e mini games legais. Mesmo assim, esses mini games, se jogados muitas vezes, podem ficar repetitivos demais e cansativos. A jogabilidade no combate é uma versão reduzida da dos jogos anteriores, fazendo com que ainda seja mais divertido jogar esses jogos. Para o último jogo da franquia, considero esse como o mais fraco, mesmo tendo sido o último lançado da franquia para consoles e da geração do PlayStation 2 e Game Cube.
Se você é fã de Dragon Ball e quer recriar alguns momentos do anime através de mini games ou ver alguns momentos chave da série recriados em gráficos de três dimensões, esse jogo pode funcionar, mas se você quer um jogo de lutas simples e divertido para poder jogar sozinho ou com seus amigos, é melhor jogar os games anteriores, pois esses sim tem uma jogabilidade mais polida e equilibrada. A nota que esse game merece é 4, mesmo com seus pontos positivos é apenas uma reciclagem dos jogos anteriores tentando vender com o nome da franquia Dragon Ball e a franquia Budokai, uma última tentativa de vender algum jogo da franquia naquela geração de consoles.
Essa crítica pode parecer bem menor que as anteriores, mas o motivo é que esse é o game com menos coisas para se falar, o jogo mais reciclado da franquia. E com ele, encerro a franquia da jogabilidade Budokai (que mesmo sendo uma continuação, não adota o mesmo nome) da geração PlayStation 2. Os próximos jogos são os Budokais para portátil e o último jogo que adotou esse jogabilidade, dessa vez para os consoles da geração de PlayStation 3. Até a próxima resenha.
Revisão: Karin Cavalcante
Dragon Ball Infinite World – Review publicado primeiro em https://www.genkidama.com.br
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